Cultura

NOVAS ATRAÇÕES MARCARAM PROGRAMAÇÃO DA BANARTES

A programação da Banartes, além de ter sido reconhecida pela sua diversidade, foi também marcada pela sua inovação. De acordo com os organizadores, algumas modalidades de apresentações e competições nunca antes estiveram no roteiro de programação de edições passadas da Banartes.

Conforme a secretária de cultura, turismo, indústria e comércio, Lila Oliveira, oito modalidades que compuseram a programação nesta edição, não apareceram nas edições anteriores. O fato fez com que oito cidades da região Central e do Vale do Jaguaribe, afora a Capital, participassem da feira de artes e cultura de Banabuiú.

Modalidades de competições tradicionais, como a Literatura de Cordel e Festival de Dança, apareceram pela primeira vez. Outras tiveram mais impacto pela sua capacidade de inovação, como o Camarão Fest Gourmet e o Festival de Culinária Tradicional, que envolveu profissionais da cozinha de Banabuiú e de outras cidades. Os ganhadores dos primeiros lugares em cada modalidade foram uma banabuiense e um cozinheiro de Pedra Branca.

Como a retratação da cultura do sertão e do sertanejo elencava como um dos objetivos da Banartes, a Feira da Agricultura Familiar foi um local presente, embora também tenha sido este ano a primeira vez que essa feira tenha aparecido na programação. A exposição de Caprinos e Ovinos também estava na programação, e se destacou por aparecer pela primeira vez. Os micro e pequenos comerciantes da cidade puderam contar com a Feira do Empreendedorismo.

O diretor de cultura da Secretaria, Simão Cavalcante, comemorou por esta ser também a primeira vez que o teatro aparece como uma das competições da Banartes. Questão idêntica se faz com o Encontro de Escritores e poetas, que reuniu profissionais como Bruno Paulino, Alan Mendonça, Rouxinol do Rinaré e Geraldo, seu irmão. Durante todo o dia, eles conversaram com apreciadores dos livros e da leitura na Câmara de Vereadores, e houve até uma oficina de escrita criativa.

Um fato curioso foi a surpresa gerada pelo grande público com o surgimento de uma antiga atração, o festival de quadrilhas. A de Banabuiú não competiu, já que nesta modalidade, a intenção era abrir espaço para apresentações de outros municípios.


BANARTES AJUDOU A FORTALECER ECONOMIA DO COMÉRCIO DE BANABUIÚ

Se para a população de Banabuiú e dos outros municípios que estiveram em Banabuiú nos dias de Banartes a festa foi boa, para os comerciantes, então, ela foi maravilhosa. Todos são unânimes em afirmar: a edição da festa foi uma oportunidade valiosa para o comércio poder gerar uma economia extra.

Os ambulantes se valeram da movimentação do público na avenida Queiroz Pessoa e colocaram suas barracas no canteiro. Cerca de 20 barracas foram montadas. Nos locais era possível encontrar desde comidas típicas, como milho assado e pamonha, até petiscos, comida caseira e bebidas.

Boa parte da equipe lucrou bastante graças a festa. Alguns comerciantes que conversaram conosco mas que preferiram não se identificar, revelaram que as vendas ultrapassou a expectativa inicial que eles tinham. Na primeira noite, muitos deles, quando a noitada de festa ainda estava pela metade, já estavam com seus estoques de bebidas e comidas zerado. Surpreendidos, eles resolveram se abastecer de um estoque maior nos dois dias seguintes, e ainda assim vendiam praticamente tudo.

Entre o grupo de comerciantes, alguns casos específicos chamam a atenção. Um deles afirmou ter vendido, em uma única noite da Banartes, o equivalente aos quatro dias de carnaval. Outro disse ter contabilizado uma venda de 45 caixas de cerveja apenas no último dia.

A coordenadoria de indústria e comércio, parte da Secretaria de Cultura e Turismo, realizou várias reuniões com os comerciantes ambulantes com o objetivo de tornar o comércio ainda mais organizado. Todos eles, por exemplo, vendiam a bebida a um preço único, de modo a gerar uma concorrência e competitividade leal.

Uma dos principais observações é que a equipe se restringiu a comerciantes banabuienses. Ambulantes de outras cidades não se instalaram no espaço, de modo a não tirar a oportunidade da população local, de lucrar ainda mais.

A Banartes catapultou não só o comércio ambulante, mas a cidade como um todo. Depósitos de bebidas se beneficiaram bastante da festa. Postos de gasolina tiveram seus estoques reduzidos durante os três dias de festa. Pousadas e hotéis, também ficaram lotados. Os ônibus e as topiques que fazem o transporte de Banabuiú a Quixadá, estavam sempre completamente ocupados.

Um levantamento feito uma semana depois do carnaval, pela equipe de indústria e turismo, constatou que em apenas 17 comércios de Banabuiú, a festa injetou uma economia extra na cidade de R$ 1,8 milhões. Essa contabilidade ainda será feita no carnaval, mas as estimativas são igualmente animadoras. Como a festa durava o dia todo, o calculo inicial é que o comércio Banabuiú tenha feito circular cerca de R$ 1 milhão durante a Banartes.


BANARTES SE FIRMA COMO TRADIÇÃO CULTURAL E POTENCIAL ECONÔMICO EM BANABUIÚ

Uma festa grandiosa e organizada, que beneficiou o comércio e fez de Banabuiú uma cidade ainda mais referenciada como a capital das artes do Ceará. Assim foi a Banartes, feira de artes de Banabuiú. A festa foi resgatada em 2017 após quatro anos sem ter sido realizada. Essa foi a sua 26º edição, com um sucesso de público e de atrações.

A Banartes aconteceu entre os dias 6, 7 e 8 de julho. Embora tenha sido divulgada em um curto espaço de tempo, o público formou uma massa surpreedente. Pessoas de Banabuiú e de cidades vizinhas do Sertão Central e do Vale do Jaguaribe, totalizaram um público de mais de 30 mil pessoas nos três dias. Ainda que numeroso, o público tornou a festa um marco pela paz e a tranqüilidade.

Os números são bem inferiores ao total do público do carnaval, que atraiu cerca de 80 mil foliões. Mas para ser uma festa municipal e pesar sobre esse fato o agravante de que há quatro anos ela não era realizada, pode-se considerar que a Banartes foi um sucesso. O comércio foi um dos que mais saiu beneficiado.

As grandes atrações foram um dos pontos altos da festa. Mastruz com Leite, Ítalo e Renno, Vicente Nery e Júnior Viana, subiram ao palco durante as três noites. As festas eram antecedidas pela tradicional feira de cultura e arte, que acontecia pela manhã e tarde, e que transformou a avenida Queiroz Pessoas e Raimundo Dias na Vila das Artes, um espaço temático com ambientação voltada para a retratação do sertão e do sertanejo.

Na abertura e no encerramento da festa, durante seu discurso o prefeito Edinho Nobre agradeceu o empenho de todos. Concluída a partir de uma ação intersetorial que reuniu várias secretarias, a Banartes teve o apoio do Governo do Ceará e da Casa Civil.

“Quero agradecer a todos vocês e agradecer a todos as secretarias que ajudaram a fazer essa festa tão bonita. Assumi a todos os meus compromissos, e realizar a Banartes me deixa muito feliz porque é mais um compromisso que consigo cumprir”, falou. Emocionado e em um tom de gratidão à população, Edinho concluiu dizendo: “Tudo o que eu fizer por vocês (povo de Banabuiú), é pouco”.

A Secretária de Cultura, Turismo, Indústria e Comércio, Lila Oliveira, titular da pasta que se põe como principal organizadora da festa, destacou sua alegria em realizar a Banartes. “Estou muito feliz, meu coração pulsa de alegria. Isso é uma demonstração de amor a Banabuiú”. O discurso foi feito ao lado de Orquideia Maia, uma das criadoras da Banartes, que também subiu ao palco na noite do encerramento.